The WeatherPixie somefuria@hotmail.com
Vida Cheia de Som e Fúria


Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003



Pequenas coisas que me agradam
mãos dadas num passeio
cara e voz de quem acaba de acordar
sorriso de criança
a cor azul
um abraço que conforta
livro que não dá vontade de largar
unhas do pé feitinhas
ganhar porta-retratos
borboletas voando perto de mim
sentir um cheiro e lembrar de alguém, lugar ou situação
o olhar de um amigo quando te chama atenção por algo
acender velas no banheiro ou tomar banho no escuro mesmo

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Percebi que meus e-mails estão ficando tão loooongos e que não consigo mais ficar sem responder pra quem me escreve. Ando ansiosa pelas respostas também... Acho que andei lendo muitos livros sobre correspondências (Caio Fernando Abreu, Lispector, Mario de Andrade com Drummond). Estou com sede de escrever, contar, detalhar e sofro com a espera de receber novidades, ois, qualquer palavrinha que seja.

Putz!

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Recebi um e-mail do Nei Duclós com um poema liiindo... Traduz tão bem minha relação com o Min & Fotografia. Eu adorei e agora, com a devida permissão, posso postar aqui pra vocês.

RECORTE
(Nei Duclós)

Vejo pelo teu vôo
Teu olhar me ensina

Enxergo a lã oculta
No lixo da avenida

Troco passo contigo
Pisamos a mesma linha

Viajo no mesmo sonho
Teu andar me anima

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Cheguei agora pouco... Acordei com o despertador tocando Elza Soares, tomei café com a Gabi no Frans e fomos pra uma reunião na Paulista. E agora estou checando meus e-mails e afins. É foda ter que trabalhar em véspera de carnaval/viagem, não?

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Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003
Aguardo você

Aguardo você.
Tenso, giro pelas paredes adentro
O relógio, tenho vontade de jogar pela janela
Preciso encontrar o que fazer
(Pare de tamborilar no parapeito, homem!)

Aguardo você,
E é como se fosse a morte
A vida passa em fotogramas
Vinte-e-quatro-quadros-por-segundo
A música não surte efeito
A leitura fica dispersa
A dor é efêmera mas aguda.

Ah! esperar é um jogo de azar
Você aposta as fichas todas, predestinadas
À desgraça do blefe por trás de seus olhos
De nada adianta levantar poesias
De nada vale gritar por flores azuis.

Na espera descubro meu amor,
No espanto recobro minha luz
E favos de esperança redobram o vento

Mas
Somente a vida na imensidão dos copos vazios
Salvar-me-á dessas noites de suspiros
Na menopausa precoce da existência.

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O dia mal começou e já me trouxe tantas surpresas boas! Tanta história gostosa de contar...

Cheguei e vi a Juliana dormindo na mesa dela... Acabada.
- Ju... acorda! Daqui a pouco um diretor passa por aqui e vai pegar mal vc aí dormindo em cima do teclado...
- Ahnn??? Puta que pariu... Sono...
- Nossa! Que sorrisão é esse?
- Estou com uma olheira enorme hoje (essa é a senha da Ju pra dizer que teve uma noite ótima).
Ela é casada com o Ricardo há 3 anos e pouco. Tem 35 anos e atura o mau-humor do maridão todos os dias. Ele é um cara fechadão, sério, trabalha bastante, come e dorme. Um cara legal sim (eu adoro conversar com ele), mas bem diferente da Juliana.
- Ju do céu!!! Me conta tuuudo... quero saber!
- Ontem eu e o Ricardo fomos dormir super cedo... Eu estava no 40º sono quando ele me acorda com uma cara de assustado, pulando da cama... "Levanta, Ju!! Vem comigo!!" "Ahn?? Quê??" "Ponha qualquer roupa e vem atrás de mim!" "Mas... Que horas são, amor?" "Três e meia." "Pára! Você está querendo sair de casa às 3 e meia da madrugada?? Teve um pesadelo?" "Vem!!"
E ela foi correndo. Lavou o rosto, escovou os dentes super rápido e entrou no carro com ele. Ficou questionando o tempo todo o que estava acontecendo, dizendo que não estava entendendo nada... E ele quieto. Mandando ela ficar calma com aquele jeito sério de sempre.
Ela percebeu que o caminho que ele estava fazendo era para casa de sua sogra.
- Ah não!! Pelamordedeus!! Você não está me levando pra casa da sua mãe, né? (adorei essa parte!! hehehe)
Ele não respondeu. Ela perdeu a paciência, virou de lado no banco do carro e dormiu. Acordou com uma mulher pedindo o documento do casal.
Estavam no motel que ela sempre quis conhecer... Ela não conseguia falar nada. Depois que entraram no quarto ele disse:
- Eu me lembrei que hoje faz 5 anos que te conheço. Achei a data tão importante pra mim... queria te fazer uma surpresa, fazer você entender que eu te amo muito e que não quero te perder nunca.
- Vem... me dá um beijo. Me abraça...
E depois vem o sexo, com seus detalhes, picantes, suados, com fúria e som. Mas eu tenho que parar de escrever por aqui... A Ju me disse "não vá escrever os detalhes sórdidos!!". hehehe... e fico só no suspiro... contente pela cara de sono e felicidade da minha amiga.

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Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003

Essa noite sonhei que tinha ganho uma poesia de presente... fiquei tão contente que, quando acordei e ví que não existia poema algum, me deu um vazio, sabe? Uma dorzinha no fundo do peito.

E me lembrei agora de como gosto do que o André Machado escreve... e como me emocionei quando ele escreveu sobre sua mulher em seu blog. É longo... mas tão gostoso de ler e real pra mim.

Deixem-me falar de Wal, minha companheira de 14 longos anos. Ela é o pilar que me sustenta, o porto aonde sempre vou ter, mesmo após as noites mais labirínticas de minha alma. Conhecemo-nos em 1986, no ambiente que mais gostamos de freqüentar até hoje: o bar. Eu vinha de um profundo abismo amoroso; ela não estava satisfeita com os namorados que tivera até então. Juntamo-nos e, acho que para surpresa de ambos, vivemos uma paixão tão repleta de erotismo e entrosamento que foi natural começarmos, do nada, a falar em selar uma união. Em um ano e meio, estávamos casados, e dois anos depois nasceu Jessica. Os sete primeiros anos foram de muita boêmia e diversão, noites e noites a fio jantando fora e jogando conversa no éter. Os sete seguintes foram mais difíceis, especialmente por questões financeiras que se estendem até hoje. Mas nós dois somos bons no essencial; os detalhes é que são um inferno, às vezes ;-). Assim, permanecemos firmes e fortes na tempestade. Pelo menos nesse meio tempo nasceu Rebeca, uma das crianças mais alto astral que conheço, e que, junto com a misteriosa Jessica, nos dá alento.
Wal não é uma pessoa easygoing. Sempre recusou o consolo fácil de palavras suaves mesmo quando estava em seus piores momentos. É absolutamente impossível obrigá-la a fazer qualquer coisa que não queira, por menor que seja. Mas a obstinação é compensada pelo carinho e pela imensa generosidade que traz consigo. E não sei se isso é um privilégio das aquarianas, mas para mim ela não mudou nadinha desde os idos de 86. Está linda como sempre foi. Isso me deixa desconcertado todos os dias...
Tem vezes que a gente fica se perguntando por que continua junto de uma pessoa por tanto tempo. Quer dizer, amor existe, mas qualquer um sabe que é preciso mais do que isso para uma boa dupla dar certo. Cada metade possui uma característica especial que lhe confere um fascínio duradouro. Confesso que não sei o que Wal vê em mim (na verdade, sou um sujeito bem mais difícil que ela), mas descobri seu segredo: ela é uma pessoa feliz por natureza. Um negócio raro, raríssimo (eu não sou assim, vocês que lêem este blog já devem ter percebido ;-)). Todo mundo fica procurando a felicidade em alguma coisa, quando ela é na verdade a perspectiva da qual você vê a vida. E o ângulo de Wal é o da simplicidade. Ave, amor!

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Postando só besteirinhas hoje... me perdoem...

Conversa com meu amigo Rob:

Rob Fleming diz:
e vc quais os planos pro carnaval??
Julia diz:
vou descansar com uns amigos numa chácara no interior... numa big casa, big piscina, big amigos... estou animada...
Julia diz:
vai ficar por aqui?
Rob Fleming diz:
vou
Rob Fleming diz:
a gente ia arranjar umas vagabundas e arrastar pra praia mas deu tudo errado
Julia diz:
vagabundas???
Rob Fleming diz:
agora ficamos sem vagabunda e sem praia
Rob Fleming diz:
qto as vagabundas eu to zuando viu... eram garotas de família
Rob Fleming diz:
muito decentes
Julia diz:
sei... sei....
Rob Fleming diz:
na verdade eu meu primo e um amigo íamos pra praia, mas esse amigo vai trabalhar... então foi-se tudo...
Julia diz:
chato, né?
Rob Fleming diz:
até fiquei contente
Rob Fleming diz:
pq eu queria adiantar meu livro
Julia diz:
ah...tá...
Rob Fleming diz:
agora posso ficar em casa sem remorso
Julia diz:
isso é bom!
Rob Fleming diz:
eu queria ficar em casa mas pelo menos queria uma bicotinha
Rob Fleming diz:
bicotinhas a cada 10 min pra estreiar o sofá novo
Rob Fleming diz:
mas vc vai prum lugar legal com amigos legais com piscina legal sol legal, tempo legal e longe de qualquer alusão a lacraias e globelezas
Julia diz:
ufa!! mas por lá tb não vou ter beijinhos...
Rob Fleming diz:
pq nao? nenhum amigo assim, mais interessante?
Julia diz:
é tudo amigão mesmo...
Julia diz:
fora de cogitação...
Rob Fleming diz:
então escolhe o q vc menos gosta e estraga a amizade

hehehe....

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(foto de Andre Arruda)

E voltando do banheiro... pego o violão novo da Flau... ela acabou de comprar e fiquei babando, achando lindo, tocando baixinho o pouco que sei...
- Julia!!... vc tá tocando legal violão!
- E você Rico? Toca algum instrumento?
- Toco "órgão" - fazendo movimentos de punheta.

hehehe. Hoje o dia promete...

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Messenger - Mulheres Neuras

Andréa diz:
meninas... me dêem atenção!! to sofrendo...
Aysel diz:
Dramática!
Julia diz:
peraí! estou no tel falando com um cliente ...
Andréa diz:
ta vendo! uma me critica, a outra fica no telefone enquanto escuta o CD de percussão vocal o dia inteiro...
Julia diz:
fala, meu amore! ta com ciúmes do meu CD de percussão? quer atenção?
Andréa diz:
briguei com o Tuco
Aysel diz:
E eu estou de saco cheio do Rafa.
Julia diz:
Ahn... é isso? :( fiquem assim não... amo vocês.
Andréa diz:
mas a briga foi feia! to com medo...
Aysel diz:
E eu tô enjoada dele. Sem tesão nenhum. tô com medo tumém...
Julia diz:
tá... e eu tenho que falar o que pra vocês agora? que viver é bom demais, que essas crises acontecem, que as palavras têm poder, que é só querer mudar e ser feliz... hoje eu estou assim. Depois a gente conversa ao vivo & cores... estou tão astral up!!
Aysel diz:
mas você está separada, né? Será a solução?? hehehe
Julia diz:
Cala a boca Aysel... nada a ver. hehehe.
Andréa diz:
eu só queria que o Tuco me chamasse de algo bem sacana na cama... tipo ¿ordinária¿.
Aysel diz:
????? HAHAHAHAHA!!!
Julia diz:
Ai meu Deus! Preciso ir no banheiro me recompor......................
Julia sai da conversa.

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Terça-feira, Fevereiro 25, 2003

Existem dias que começam estranhos, esquisitos, sem sal nem açúcar... e de repente ganham momentos deliciosos que fazem você achar que o dia foi lindo. Que valeu a pena sim. E pensa: quem dera fosse sempre assim, meu Deus!

Fotografia é mágica sim, Min.

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Desejo imediato: uma cachoeira grande, um sol não tão quente como está hoje, muitas árvores ao redor e uns bons beijinhos na boca.

Realidade: escritório, depois de um almoço ruim, um calor horrível que o ar condicionado não resolve, muito sono e muita coisa pra fazer.

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Hoje cedo comprei na farmácia um livrinho do Mario Quintana - Antologia Poética (L&PM Pocket)...

Essa Lembrança que Nos Vem
Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança... mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!

O Umbigo
O teu querido umbiguinho
Doce ninho do meu beijo
Capital do meu Desejo,
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o centro de um corpo,
Também o centro do mundo!

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Segunda-feira, Fevereiro 24, 2003

SOCORRO

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor
Já não sinto nada

Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva

Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento
Encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir



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Domingo, Fevereiro 23, 2003

Vida louca vida...

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Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003

Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da tua casa te der um beijo e partir / Foi eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo...


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Meu Deus! Como estou esquecendo as coisas!! Esqueço de ir na peça que eu comprei o ingresso antecipado, esqueço o celular no trabalho, esqueço que preciso devolver o DVD na locadora... É ato falho demais pra uma pessoa do meu tamanho! :)

E acabei de voltar de mais um ensaio onde o Chris me avisou (por sorte): "Vê se não vai chegar atrasada no nosso curso nesse final de semana com o cara do RJ!! Não vamos poder perder nadica de nada". E eu: "Como? Já vai ser nesse final de semana???" Vixe! Tinha programado de ir pro interior visitar meu pai...

Amanhã vou comprar um Floral para acabar logo com isso!
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Terça-feira, Fevereiro 18, 2003


Hoje eu comi muito pouco.
Hoje não tive muita vontade de escrever aqui.
Não inventei nenhuma brincadeira.
Recusei um trabalho em BH.
Não liguei para Amelie como tinha prometido pra mim.
Encomendei sabonete de erva-doce que a Lara faz.
Procurei meu livro do Pessoa e não achei.
Fumei 2 cigarros.
Respondi o e-mail do Chris.
Relutei pra não mandar um e-mail.
Me disseram que São Longuinho não existe.
Minha mãe me ligou dizendo que quer viajar comigo.
Tive muita saudade do meu pai.
Fiquei com medo de alguns sentimentos que, sem querer, grudam na gente.
Ganhei uma joaninha pra coleção.
Falei tchau de manhã pro Thork.
Hoje eu não queria ter ficado assim: tão sentimental e idiota.
Prefiro ser de outro jeito.

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Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
[Hilda Hist]

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Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003

Infância
balança caixão
balança você
dá um tapa na bunda
e vai se esconder!

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Amizade
- Onde vc estava?
- Fui viajar.
- Eu não quero perder você.
- Quê??
- Eu pensei e decidi que não quero te perder.
- Ah... decidiu? sei...
- Não seja cínica... eu não vou te perder.
- Você já me perdeu, filho de deus. A gente já está perdido faz tempo... e vc sabe disso....
- Sem volta?
- Ah não... novamente essa ladainha? to enjoada...
- Sem volta?
- Yes.
- Ta bom.
1 minuto de silêncio
- Você foi assistir o Gangues de NY?
- Não... cheguei muito tarde ontem.
- Estou louco pra ver.
- Eu também... acho que deve estar bem bacana!
- Ah! Antes que eu me esqueça, a minha mãe ta querendo te ver. Quer a receita daquele bolo ruim que você faz.
- Bolo?
- Aquele que eu detesto...
- hahahahaha... pode deixar que eu ligo pra ela.
- Então ta...
- Então belê.
- Tchau, beijo
- Outro! tchau!

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tem coisa pior?
perder anel no meio do cinema
não gostar do beijo de alguém
não saber brincar
roupa de festa de formatura
sexo sem vontade, sem tesão, sem porra (!) nenhuma
gente careta demais, gente ignorante, gente falsa, gente que come mortadela e arrota camarão
ônibus/metrô lotado de gente suada
éguinha pocotó
perder a carteira
perder a cabeça e depois se arrepender amargamente
verdura amarga demais
ressaca em plena segunda-feira
soluço que demora muito pra parar
preconceito
gerente que não trepa há uns 10 anos
saudade que dói, saudade que machuca
não saber rir de si mesmo
não saber rir de nada
paixão platônica

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Quem procura acha! Leonardo, era essa música que você estava procurando, né? Tó... ;-)

Fotografia
(Tom Jobim)

Eu, você, nós dois
Aqui neste terraço à beira-mar
O sol já vai caindo
E o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem que ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz
Escureceu
O sol caiu no mar
E a primeira luz lá embaixo se acendeu
Você e eu
Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que este bar
Já vai fechar
E há sempre uma canção para contar
Aquela velha história de um desejo
Que todas as canções têm pra contar
E veio aquele beijo
Aquele beijo

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Final de semana recheado de coisas boas. Chalé ótimo para curtir a chuva, muitas (muitas!) árvores, cheirinho de mato molhado, café fresco, churrasco especial. Passei as noites sem dormir... olhando pra Lua, pras árvores, a mudança de cor do céu. Depois ia dormir um pouco (cama quentinha), levantava às 11:30h... , cafés da manhã com boas intenções, cervejas geladas, risadas, gargalhadas, xixi na calça de tanto rir...

Treze pessoas diferentes e suas histórias. Experiências: da infância, familiares e, principalmente, sexuais. Morremos de rir e de se emocionar também. Músicas... músicas... músicas. Aparelho ligado o dia inteiro, com algumas pausas pro meu amigo violão e o silêncio.

Celular desligado. NADA de ligações (não tinha nem sinal pra celular lá...). Paz-Paz-Paz.

Aprendi a fazer uma tal de "bruxinha". Num prato fundo bem espalhado: Vodca, limão, açúcar e álcool - sim! - bota fogo em tudo e vai colocando o dedinho e experimentando... Isso tudo no escuro... pra ver o espetáculo do fogo no dedo levado até a boca. Eu gostei até mais de assistir aqueles pontinhos de fogo voando no meio do breu. Alguém conhece isso?

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Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003





Almoço Light: alface, tomate, palmito, couve-flor, beterraba e um pouquinho de rúcula.
Depois de quase ficar verde, comprei um lenço laranja.
Preciso de muito pouco pra ficar contente...


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Sexta-feira. Viagem com amigos. Preciso de ânimo. Arrumei a mala. Coloquei o lixo pra fora e esvaziei a geladeira. Sonho acordada. Espero que o Sol venha amanhã. Ligações perigosas. Tentando fingir naturalidade. Impossibilidades. Chalé esperando por mim. Verde, cachoeira e amigos de fé.

... ansiosa para parar e descansar, baianamente...


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Você vê coisas e diz: Por que?
Mas eu sonho coisas que nunca existiram e digo: Por que não?
[George Bernard Shaw]

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Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003

trabalho... trabalho... trabalho... trabalho...
queria sombra e água fresca... er, não, sombra e chopp gelado. :-)


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O Primeiro Jornal
(Sueli Costa e Abel Silva)

Quero cantar pra você
Segunda-feira de manhã
Pelo seu rádio de pilha tão docemente
E te ajudar a encarar esse dia mais facilmente
Quero juntar minha voz matinal
Aos restos dos sons noturnos
E aos cheiros domingueiros que ainda boiam
Na casa e em você
Para que junto com o café e o pão se dê
O milagre de ouvir latir o coração
Ou quem sabe algum projeto, uma lembrança
Uma saudade à toa
Venha nascendo com o dia numa boa
E estar com você na primeira brasa do cigarro
No primeiro jorro da torneira
Nos primeiros aprontos de um guerreiro de manhã
Para que saias com alguma alegria bem normal
Que dure pelo menos até você comprar e ler
O primeiro jornal

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Quarta-feira, Fevereiro 12, 2003
E eu querendo estar assim:



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Reunião no trabalho... e eu ¿pescando¿ fragmentos das conversas... Ficou assim:

Limitação / tempo / outra coisa / simples / encurtar conversa / 7 cliques a mais / falam de tudo / feedback / começam a te sugar / profunda / oportunidades / um instante / cada vez mais / desafio / parente / mais um ponto / carteira de clientes / 20% eu passo / redução de custo / café / informação / ajustes / água pra mim, por favor / durante o dia / suportando / Windows / não falamos mais sobre isso / 25 minutos / estão piratas / não entrou / dólares / ano fiscal / parcelamento / filtrar / verba / pessoas / infantil / uma hora em média / nesse quadro aqui / escalas / agendamento / muda o discurso / pior momento / assim fica mais fácil / penetração / no mercado / expertise / padronização no desenvolimento / faturamento / misturar / joga pra eles / parceria / chance / sempre será assim / detalhes / abaixa o ar / pelo amor de deus / contratos / o que você acha / Tatiana?

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Coisa de Mulherzinha

Aysel diz:
Ontem vc estava chata
Julia diz:
Tá...
Aysel diz:
Ontem vc estava brava
Julia diz:
Tá...
Aysel diz:
Ontem vc estava com uma carinha... que não combina contigo
Julia diz:
Tá...
Aysel diz:
Ontem vc me deixou triste...
Julia diz:
Tá... Sorry.
Aysel diz:
Ontem vc estava...
Julia diz:
Estava com TPM, amiga.
Aysel diz:
Então... Tá.

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CARTESIANA

daquele amor que nunca tive tenho
saudade ou esperança?
(Cacaso)

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Estamos ensaiando essa música...

Tema de Amor por Gabriela

Chega mais perto moço bonito
Chega mais perto meu raio de sol
A minha casa é um escuro deserto
Mas com você ela é cheia de sol

Molha tua boca na minha boca
A tua boca é meu doce é meu sal
Mas quem sou eu nesta vida tão louca
Mais um palhaço no teu carnaval

Casa de sombra vida de monge
Quanta cachaça na minha dor
Volta pra casa fica comigo
Vem que eu te espero tremendo de amor

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Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

[Drummond, meu amado]

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Infância

Quando criança achava que tinha o poder de voar. E durante anos e anos me joguei de telhados da casa, de janelas de sobrados, de árvores... Não é à toa que quebrei 3 vezes a perna direita, 4 vezes a perna esquerda, 5 o braço esquerdo e 4 o direito. Fora os ossos dos dedos e arranhões pelo corpo... hehehe...

Era uma criança quietinha, sempre pelos cantinhos, tímida demais. Mas com a cabeça a mil! Minha mãe conta que tinha raiva da minha imaginação, das brincadeiras que eu inventava. hehehe... e eu inventava cada coisa!! Aos poucos vou colocando por aqui. Coisas terríveis! hehehe.

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Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003

"O dia vai acontecer, quer você se levante ou não." (John Ciardi)

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Palavrão
Por que estou assim?? Oras, porque sim.
Com uma porra de dor de cabeça desde cedo.
Estou cagando e andando pra muita coisa hoje.
Estou com a tecla do foda-se totalmente apertada.
Sim, falo palavrão pra caralho, hoje. Eu quero assim e esse blog de bosta é meu.
Nããão... eu não sou assim sempre. Só estou com raiva, porra.
Estou puta.
E tem ensaio hoje. Tem música na minha vida. Me sinto na obrigação de ir, cacete!
Cantar vai ser um porre, puta que pariu.
Meu computador só me dá trabalho. Esse bosta.
Meu coração só me deixa louca. Esse merdinha.
Cu!

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Estou assim:

"Se... Se eu tivesse... Que dizer... Assim... Dez coisas... Que eu gosto... Eu diria que... Que... Uma... Uma era você... Duas... Era usar óculos escuros... No final da tarde... Ver o dia caindo... Olhando no olho do sol... Três era jogar sinuca... Quatro era tomar porre... De uísque bom... De 12 anos... Cinco... Cinco era chegar suado... E entrar numa banheira... Morna... Seis... Era dormir até tarde... Numa manhã de junho... Bem fria... Sete... Sete era não ter compromisso... Oito era me sentir... Sempre... Em casa... (...) Nove era não me preocupar... E o dez... Dez era ver... Era ver uma coisa... Que mudasse a minha vida... Uma coisa qualquer... (...) Nem sei..."

[Trecho da peça "Preso Entre Ferragens"]

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Sonhei com George Clooney... Ele me abraçava e chorava-chorava-chorava. Me pedia ajuda e queria ficar me beijando.

Toda mulher gosta de ver homem chorar (mesmo que seja só um pouquinho)... homem fica mais bonito quando chora.


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Domingo, Fevereiro 09, 2003

Contra: palavras caladas travestidas de silêncio.

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Alguns amigos foram para Atibaia. Eu não estava afim. Querendo ficar sozinha, em casa, curtindo uma fossinha. Correndo feito louca no Ibirapuera pela manhã, comprando plantas que eu sei que não vou saber cuidar, jogando fora a porra do vaso que quebrei na sexta, lendo e-mails e blogs, assistindo filmes e ouvindo de tudo um pouco.

Hoje chorei um pouquinho... Achei muito chato fazer lasanha e comer sozinha... Mas, pudera, não convidei ninguém, não cheguei perto do telefone, não queria.

Somente uma coisa me faria bem agora. Seria adormecer com a cabeça no colo de alguém, e escutando bobagenzinhas gostosas pra eu esquecer a ruindade do mundo. Vou dormir pensando nisso.

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dezoito e quarenta e um
Ouvindo: o vizinho tocar sax
Vestindo: vestido rosa
Querendo: ir ao cinema
Doida.



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Sábado, Fevereiro 08, 2003

Ontem à noite: festa legal com gente animada - aqui em casa.
Música boa, cerveja geladíssima e porcarias pra comer.
Fiquei meio "alegrinha" por conta da cerveja.
Quebrei meu vaso e derrubei vinho no vestido da Jurupoka (sorry... ).
Dormi no meio da sala e me acordaram às 3 da madruga dizendo que estavam indo embora.
Rolava Eric Clapton e acordei achando que estava na casa da minha mãe.


Hoje acordei às 8h. Amodeio acordar cedo no fim de semana.
Fui correr no Ibira.
Quase fui atropelada por uma bicicleta na Avenida Paulista.
Agora estou em casa "tentando" colar meu vaso.


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Sexta-feira, Fevereiro 07, 2003


Que delícia receber um e-mail assim logo cedo...

Anjo,

Estou com saudades e não pude ir no ensaio nesta semana. Problemas com o pessoal da TV. Estou lendo o livro que você me emprestou e resolvi colocar uma parte dele aqui que eu achei muito parecida com o que me aconteceu no final do ano passado e que contei com sua ajuda por aqueles 3 dias em minha casa fazendo sopa pra mim e me dando apoio. eu nunca vou esquecer isso.

Quanto a mim, aconteceram - oh! - algumas tragédias do coração. O. veio de Londrina, ficou na casa de uma tia e chegou com um papo que-nossa-relação-tinha-feito-mal-a-ele-e-queria-que-ficássemos-apenas-bons-amigos. Eu disse que nem-pensar-amigos-tenho-ótimos-e-você-eu-quero-na-minha-cama-e-nos-braços. Diálogo ridículo, ele dizendo que eu era um-mito-pra-ele, e eu dizendo que os mitos-também-trepam. Tudo isso em pleno Rádio Clube, no meio de um show de Ângela Ro-Ro. Nada mais perfeito. Tomei um porre de vinho, Lucy teve que me trazer pra casa. Chorei a noite toda, dei vários telefonemas deseperados, Fernanda Abujamra veio me dar colo, à noite saí com o Ruy e fui ao teatro e jantar. Sobrevivi. Hoje é segunda-feira (foi sexta, o modelão) e só me puteio por ter me enganado OUTRA VEZ. Mas gosto de perceber que as dores são cada vez mais rapidamente superadas.
Acabo sempre no velho Oswald: "o amor, ah o amor, o quero porque quero da vida". E quero, como quero. Vai pintar. Não sossego, embora saiba que Esperando Godot perde para essa ansiedade impossível da Condição Humana insaciável com Maiúsculas. Haja.
(Caio Fernando Abreu - parte da carta para Luciano Alabarse)

No mais continuo correndo atrás dos meus sonhos e torcendo pra que você esteja bem e pra cima (como eu gosto de ver você). Gosto de ser teu amigo. Gosto de falar que te amo. E se eu não fosse o que sou iria me apaixonar desesperadamente por você. huahuahauhauahua!!! Mas fazer o que se eu gosto é do que você também gosta.

beijo na testa.
Chris

Ps: Skindô, skindô, telecoteco.


Eu adoro o Chris, mas me atrapalho um pouco com o jeito dele de escrever sem vírgulas... hehehe. Ele me passou esse e-mail, deixou recado na caixa postal do meu celular com uma poesia liiinda e me ligou pra dizer bom dia. Amigos assim fazem a vida valer a pena!

Recadinho:
Meu Christianito,
Putz! Que sorte eu tenho em ter você. Preciso te contar umas coisitas especialíssimas que andam acontecendo comigo! Vc não vai acreditar, eu sei.

Tb te amo. Faz logo um blog pro cê, caramba!!

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Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003


Herdei da minha mãe:
- amor pelo teatro
- a arte de sonhar
- a teimosia
- o gosto por viagens
- a alegria
- fofoca...
- a sede de aprender história & política
- o jeito pra contar piadas
- o jeito de brigar
- o amor pela dança
- a gargalhada
- palavrão...
- a disposição para trabalhar (ou seria o medo de ser vagabunda?)
- a vontade de ajudar

Herdei do meu pai:
- o amor pela leitura
- delicadeza
- a paciência, a calma, a volta por cima
- amor à natureza
- amor ao belo
- o gosto pela poesia
- o respeito pelos velhos
- o respeito pelas diferenças
- o humor negro
- saber o momento de usar o palavrão que aprendi com minha mãe
- a disposição para a dança
- a preguiça
- o gosto pela boemia, pela bebida, pela fossa.

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Pensando em ontem à noite... lembrei desse texto do César Valente e resolvi colocar aqui.

BILHETE
(por favor não leiam, é correspondência privada)

Quando sinto tuas mãos caminhando pelos meus braços eu sei o que vem depois. Ou deveria saber. Tuas mãos têm caminhado tantos e tantos quilômetros de braços meus e quase sempre chegam aonde eu acho que deveriam. Mas nunca no momento em que eu espero. É sempre um pouco antes, ou logo após.
Isto não é uma queixa. É só a constatação de que mesmo aquela rotina não tem começo meio e fim previsíveis. Tecnicamente não é uma rotina. Como aquele teu beijo que nunca é do mesmo jeito. Como aquele teu olhar, que nunca perde a força e sempre me surpreende. Porque me hipnotiza quando eu achava que era eu que estava olhando, dono e senhor da situação.
Tenho medo, ao te enlaçar, que desapareças repentinamente deixando-me abraçado a mim mesmo, sozinho. E surjas do outro lado da sala, olhando-me desafiadora e divertida. Já te disse que não gosto de ser apenas teu brinquedo. Mas não acho que consiga viver sem ser teu brinquedo.
Hoje não foi muito diferente, mas certamente não foi igual. Tua boca falava, teus olhos brilhavam e eu já não conseguia ouvir. Só depois, acordando no meio da tarde quente, dei-me conta do que estava acontecendo. Mas já era tarde. Tentei te alcançar, mas não sou mais tão rápido.
Ainda sinto tuas mãos caminhando em meus braços. E continuo hipnotizado. Tens que voltar, um dia, para desfazer o feitiço. Ou fazer com que eu, de uma vez por todas, desapareça, como sempre sonhei, no teu decote.

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Adoro dar nomes!!

se eu tivesse um cachorro: Pépi-papéti (igual ao da Hilda Hilst)
se eu tivesse um gato: Lex
se eu tivesse uma tartaruga: Genoveva
se eu tivesse um peixe: Julio
se eu tivesse uma égua: Maria Preta
se eu tivesse um porquinho-da-índia: Manuel Bandeira
se eu tivesse um rato: Judeu
se eu tivesse uma cobra: Eva
se eu tivesse uma pulga: Plutão
se eu tivesse uma borboleta: Coralina
se eu tivesse uma vaca: Madame Teta
se eu tivesse uma baleia: Aretha F.
se eu tivesse um urso: José Roberto
se eu tivesse um passarinho: Raul
se eu tivesse um papagaio: Jota
se eu tivesse uma joaninha: Jô Aninha
se eu tivesse um macaco: Moeda
se eu tivesse um pato: Tom
o escorpião que eu tenho chama-se: Thork.

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Roubei esse post daqui. Estarei assistindo no sábado...

Água quente sob uma ponte vermelha
A água é o tesouro maior, e é feminino. Só está ao alcance daquele que se relacionar com ela de maneira completamente livre, despreendida. O prazer e a felicidade estão em receber o jorro de água que ela oferece. A idéia principal do filme é a de que as mulheres carregam no corpo uma substância capaz de fazer o casal feliz. Mas a condição para que isso aconteça é que haja uma entrega total, sem preconceitos, sem barreiras, sem julgamentos.

"Água quente sob uma ponte vermelha" é sobretudo um filme emocionante por trazer para as telas ocidentais a boa e velha (bota velha nisso...) sabedoria oriental. O velho mendigo sábio diz coisas incríveis, entre elas:

- Vocês jovens são muito conscientes, por isso não sabem aproveitar a vida.

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Palavras quentes: alguém, tesão, pão, maio, coxas, desejo, champanhe, colostro, tranças, vício, demasiadamente, navalha, tocaia, língua, feminino.

Palavras frias: final, fúria, branco, capacete, imenso, tempo, natural, suporte, navio, sopro, ficção, lembranças (?), lua, masculino, saliva, óculos.

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Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003


Let's Get It On
(Marvin Gaye/Ed Townsend)

I've been really tryin , baby
Tryin to hold back these feelings for so long
And if you feel, like I feel baby
Come on, oh come on,

Let's get it on
Lets get it on
Let's get it on
Let's get it on

We're all sensitive people
With so much love to give, understand me sugar
Since we got to be
Lets say, I love you

There's nothin wrong with me
Lovin you---
And givin yourself to me can never be wrong
If the love is true

Don't you know how sweet and wonderful, life can be
I'm askin you baby, to get it on with me
I aint gonna worry, I aint gonna push
So come on, come on, come on, come on baby
Stop beatin round the bush....

Let's get it on
Let's get it on
Let's get it on
Let's get it on

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Quero mais

Não quero o amor que manda flores.
Preciso do amor
Que planta, cultiva e colhe
Em mim.
[Olympia Salete Rodrigues]
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Nem bebida
Nem comida,
Só quero
Um pouco
Da tua
Saliva.
[João Caldeirão]

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Ficção

Desbanco tua ficção científica
com uma boa dose
de ficção anatômica.
[Lilian Maial]

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Beijá-lo,
abraçá-lo,
enlouquecê-lo
e sair ilesa após tudo isso.
É um serviço sujo, mas alguém tem que fazer.
[Viehnna]

hehehe...
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Ontem à noite:
- show de blues no Sesc Consolação
- rever "A Vida é Cheia de Som e Fúria" - eu amo essa peça!

- um banho relaxante
- dificuldade para dormir

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Terça-feira, Fevereiro 04, 2003

Dor de cabeça... daquelas! Me deu por que fui na droga do Dr. Pedro ontem (tenho certeza) - estou com alergia daquele consultório.

E fico muito chatinha com dor... fico manhosa demais ... choramingando pelo departamento todo, mendigando cafunés.

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Umbigo II

eu não gosto de assistir televisão
eu gosto muito de musse de maracujá
eu não gosto de música sertaneja
eu gosto de usar saia
eu não gosto de tomar remédio
eu gosto muito de porta retratos
eu não gosto de bicho de pelúcia
eu gosto de macarrão com molho diferente
eu não gosto de ficar doente
eu gosto muito de moedas

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Eu não quero mais querer você
Passo o dia inteiro só pensando em você
Sonho no meu quarto
Gozo no chuveiro

Eu não quero mais querer você
Papo de maluco

Fico numa nóia imaginando você
Olha a minha cara
Isso é muita tara
Super dependente
Viciei em você...

Eu não quero mais querer você!
[isso é uma música... não faço idéia de quem é!]


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Segunda-feira, Fevereiro 03, 2003

quero te ver...
(se me quiser).
de dia tua menina. de noite tua mulher.


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Hoje saio do trabalho mais cedo... Tenho consulta marcada com o Dr. Pedro M. ¿ meu médico rotineiro, carrasco, chato e impaciente. Já começo a ficar nervosa... Qualquer dia desses mando ele pra puta que o pariu!


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Venusianos terrestres, os belos filhos de Touro vagueiam pelos caminhos, preguiçosamente. São constantes e estáveis, insaciáveis amantes. Amores taurinos brotam da terra, alcançam o céu. E a fonte das palavras não-ditas derrama-se pelo papel.

[Do livro Anuário dos Amores de Letícia Wierzchowski]

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Na história

morde minha nuca
me arranha e machuca
ouve minha voz
me desata os nós
nas coxas passeia
e depois semeia
o riso mais profundo
uma ode ao mundo

pra que o amor floresça
de um desejo imerso
faz que eu te mereça
e eu derreto em verso
me vira a cabeça
e eu te confesso
que anseio e peço
que nunca me esqueça


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Do que tenho medo? Disso:
- filme de terror (ai ai ai... só assisto em casa, numa tarde de sol e nunca sozinha)
- ir sozinha ao banheiro no meio da madrugada pra fazer xixi
- voltar pra casa depois de ter bebido todas, sozinha - de táxi ou perambulando pela rua
- de perder a voz
- de inveja
- de padres
- de nunca conseguir parar de fumar
- de aranha grande e peluda
- de ficar muito tempo sem me apaixonar (acho difícil, mas tenho medo assim mesmo).


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O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
[Carlos Drummond de Andrade]


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Domingo em Campinas, visitando o Mig. Coisa-fofa-da-tia!

Ele aprendeu a mandar beijos... Fiz ele me mandar uns trezentos (tadinho - tão novinho e tendo que fazer o que a tia carente pede... ô dó...).

E eu sigo amando ele. Mordendo seus pézinhos e desejando pra ele o melhor que existe no mundo.

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Sábado, Fevereiro 01, 2003

Pensando bem acho que vou sair pra andar um pouco nessa chuva... quem sabe até descalça como sempre fazia no interior.

Vou até a locadora pegar mais uns filminhos. Pornôs, acho.

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Acordei com o sol lindo na minha janela desejando bom dia (acorda, muié!!). Fui devolver os DVDs na locadora, fazer coisas de mocinha (depilação+mão+pé+massagem). Relaxei...

Fui passear no Ibira e entregar uns convites da festa da Rapha pro pessoal da Higienópolis. Andei bastante. Estava feliz.

Agora está caindo um verdadeiro "toró" lá fora. E eu estou terminando o delicioso Cartas de Caio Fernando Abreu - que minha querida Marina W indicou como sendo melhor que o Correspondências da Clarisse Lispector (que devorei na semana passada). Bom... minha opinião acabou sendo a mesma da Marina. As cartas do Caio mexeram demais comigo. Fiquei tentando economizar a leitura para o prazer durar mais, mas, não conseguia parar. E agora estou no final... com a chuva e Bob Dylan de companhia.

Ainda bem que conto com o Pouco Amor Não é Amor no Nelson Rodrigues já engatilhado. Assim não tenho tempo para pensar em solidão, em perceber o silêncio da casa e dentro de mim esse vulcão prestes e dar o ar de sua graça.



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