Vida cheia de som e fúria
Blog de Tatiana Oliveira
Sábado, Outubro 27, 2007
Terça-feira, Outubro 23, 2007
Les Ephémères
impossível explicar o que achei do espetáculo Les Ephémères que fui ver no domingo. dá pra falar que a cia do Théatre du Soleil é mágica e que 7h30 de peça passaram voando. e a gente sente que é impossível não se ver ou se tocar com pelo menos UMA daquelas cenas. me emocionei várias vezes e sai de lá abaladíssima. pro lado do bem.
na segunda-feira ainda estava mexida com tudo aquilo e passei o dia chorando. olha só que coisa: não entendi pq estava faltando um telefone no meu setor e questionei "sérgio, pq esta mesa está sem telefone?" "ué, o pessoal da implantação passou um email pedindo pra transferir pra outro setor!". pronto. lágrimas querendo pular pra fora dos meus zóinhos puxados. infernooo! chamei uma amiga pra fumar comigo "elê, hoje estou tão sensível e com... uma... vontade de... choooraaaaarr...". ai que coisa mais triste. nem sabia direito pq estava chorando daquele jeito.
acho mesmo é que misturei tudo. as saudades de minha mãe, a peça de domingo, a situação na empresa, meu casamento, minhas opções de vida e todo medo (e preguiça) de encarar as coisas. e o que sei agora é que estou super disposta a dar um grande basta pras coisas que me tiram do prumo, me desequilibram, me jogam pra baixo. e que, mesmo que aconteça de ficar triste, que eu curta um pouco isso sem ficar fazendo de tudo pra "parecer feliz" (pra mim e para os outros).
aqui um trecho de uma carta que a diretora do espetáculo Ariane Mnouchkine (uma fofa que nos recebeu na porta do sesc!) escreveu à um amigo (antes de estrear a peça na França)
:
O mundo explode ao nosso redor... as geleiras derretem, os oceanos sobem, as ilhas de nossos sonhos logo ficarão submersas, e continuamos analfabetos do sentimento.
Trata-se de nós, de você, de vocês. Procurávamos respostas, mas foram pessoas como nós que fomos encontrar. Aquelas que nos revelam nossa coragem, nossa bondade, nossa fraternidade, eu as chamaria de Salvadores. Aquelas que nos revelam nossa vergonha, nossa covardia, nossa indiferença obstinada, eu as chamaria de Sabotadores. Somos salvadores e sabotadores de nossa vida, somos náufragos e salva-vidas. Náufragos porque comemos o bem de nossos filhos, salva-vidas porque queremos mesmo assim que leiam livros. Essa é a diferença. Tento muito cegamente nos esclarecer...
Sábado, Outubro 20, 2007
não tenho assunto, então enrolo
minha nova coleção: pratos de sobremesa. quero fazer um jantar aqui e dar um pratinho diferente para cada convidado, saca?
obs: saca é beeem Mayumi! sempre 'pego' sem querer as expressões dos meus amigos!
***
acordei cedo (na marra) e me encontrei com Margot. fomos para nossa reunião VP e depois pra casa dela (sempre tão linda).
puta merda. como um docinho da China in Box pode ter quase 500 calorias, minha gente?! essa informação quase destruiu o nosso humor.
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marido foi tatuar hoje novamente e voltou com um lindo darumá no ombro. :o)
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
3 dias depois
é. acho que sirvo sim pra alguma coisa. nem que seja pra colocar aqui um poema fofo do Chacal (que leio sempre) que roubei da Alda :o)
rápido e rasteiro
vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro, tiro o sapato
e danço o resto da vida.
Terça-feira, Outubro 16, 2007
tudo e nada
preciso escrever sobre muitas coisas. que aconteceram ou que estão prestes a acontecer. idiotices à parte, tenho que acordar. preciso que alguém me chacoalhe e me faça perceber melhor as coisas, as escolhas, as buscas, o tempo.
não quero mais ser cagona. a verdade é essa.
devo prestar pra alguma coisa, caralho.
"Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça
Preciso voltar
Mas uma vez com você lá na praça
Pra falar mais um pouco de mim
Encostar o meu corpo em seu corpo
E adormecer assim"
este feriado foi dedicado aos amigos e à praça roosevelt!
Sábado, Outubro 13, 2007
Paulo Autran
nem sei o que dizer... ele sempre foi meu preferido. sempre o admirei muito e vê-lo no palco foi uma das coisas mais preciosas e inesquecíveis da minha vida. quanta grandiosidade!
neste ano mesmo (não faz muito tempo) entrei na lanchonete Ponto Chic às 2h da madruga e lá estava ele com sua mulher tomando um sorvete imenso. pensei: quero fazer isso quando eu chegar aos 85 anos!
Terça-feira, Outubro 09, 2007
poesia em minha vida
cartinha da minha mãe:
Querida filha,
(...)
Telefonei ontem pra você e pra Carol mas não achei ninguém. Estou rabiscando este pobre bilhete aqui no correio.
Abraços e minha benção.
Mãe
Um abraço para meu genro querido.
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assisti "Os Incompreendidos" de François Truffaut e agora tudo que quero é isso.
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chorando no fretado às 6:55h da manhã ouvindo o Cartola cantar pra mim "Ainda é cedo amor, mal começastes a conhecer a vida..."
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domigo passado teve feijoada na casa do casal querido... sempre saio de lá com a sensação de que a gente é feliz à beça. que os problemas vem e vão, mas resta um tempinho pra uma feijoada, pros amigos, pras conversas e risadas, pras cores das casas, pros bichos, pra minha adorada cerveja... tanta coisa! e claro, pros docinhos que a gente mesmo fez e enfeitou! (quer dizer, quem fez MESMO foi a sheilinha, mas eu enchi umas forminhas e lavei outras) ;o)
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poesia pra mim é isso.
Sábado, Outubro 06, 2007
fiz amizade com a rotina meus dias na semana estão quase sempre iguaizinhos mas não me queixo acordo muito cedo tomo banho pelando arrumo minha juba e coloco a roupa já programada não dá tempo de comer na-da beijo meu amado e desejo-lhe um bom dia ando um quarteirão e meio até chegar na esquina da padaria dou bom dia pro serginho que é gerente da padoca e simpaticíssimo o fretado chega e não demoro mais de 3 minutos pra dormir com rímel e tudo chegando no trabalho vou tomar café e depois das 8 pego no batente adoro trabalhar com pessoas e não paro quieta mil emails pra responder correr atrás do preju reunião chaaata almoço com amigas pra poder respirar antes de voltar pra minha mesa que está sempre organizada e às 18h deixo a empresa deito no fretado e durmo em um minuto escutando joão gilberto ou nouvelle vague o busão me deixa na paulista e de lá caminho para a 2001 pra devolver dvds e pegar outros gasto uma fortuna de locação de filmes por mês mas também não tô nem aí porque trabalho pra caralho e mereço gastar em algo que eu goste muito sei lá chego em casa e como alguma fruta estou de regime e assisto alguns programas na tv e depois o marido chega e pergunta quem está aí e eu sempre respondo alguma coisa diferente a gente é super bobo depois tomo banho passo hidratante e janto cheirosinha ao lado dele e me deito gostoso na cama e vejo um pouco mais de tv leio um pouco e assim que deito minha cabeça no ombro dele apago num sono profundo e reconfortante até começar novamente outro dia com essa rotina-amiga.
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agora, no final de semana a coisa toda muda. faço mudar na marra.
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"Esse papo teu tá qualquer coisa, você já tá pra lá de Marrakesh ..."
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pontos fracos
gosto de roubar brigadeiro em festa de criança e acho que converso melhor quando estou fumando.
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alguém me indica uma faxineira para me ajudar a cada 15 dias? que não tenha o costume de roubar, de preferência.
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queria acordar amanhã lá na minha cidade pra poder correr pro quintal e chupar jaboticabas diretamente do pé.
(aliás, NUNCA comprei jaboticabas aqui em sp. acho um horror comprar as frutas que tenho de sobra no interior. passo vontade mesmo.)
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Você meu mundo meu relógio de não marcar horas, de esquecê-las. Você meu andar meu ar meu comer meu descomer. Minha paz de espadas acesas. Meu sono festival meu acordar entre girândolas. Meu banho quente morno frio quente pelando. Minha pele total. Minhas unhas afiadas aceradas aciduladas. Meu sabor de veneno. Minhas cartas marcadas que se desmarcam e voam. Meu suplício. Minha mansa onça pintada pulando. Minha saliva minha língua passeadeira possessiva meu esfregar de barriga em barriga. Meu perder-se entre pelos algas águas ardências. Meu pênis submerso. Túnel cova cova cova cada vez mais funda estreita mais mais. Meus gemidos gritos uivos guais guinchos miados ofegos ah oh ai ui nhem ahah minha evaporação meu suicídio gozozo glorioso.
[Drummond]
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estou lendo 4 livros e nenhum. depois que assinamos a net não tenho mais tempo pra esse prazer. coisa feia.
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katí: quero cantar Tranquilo ( da Thalma de Freitas) e Lenda (da Céu) no nosso sarau, tá?
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"Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda..."
hohoho
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plagiando: lu patinadora e eu tivemos A idéia que te fará sentir.
a warner que nos aguarde :o)
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chega. já tô falando pra lá dos cotovelos!
Sexta-feira, Outubro 05, 2007
também quero assistir o filme Nome Próprio, do Murilo Salles. ele é baseado no livro da Clarah Averbuck e sabe-se lá quando chegará por aqui (acho que logo).
“Eu não quero mais dormir sem você. Nunca mais. Eu pedi pra você não largar a minha mão e, mesmo dormindo, você não largou. Eu estou com medo. Você é perfeito pra mim. Muito. Todo. Da voz ao tamanho do pau. Agora eu não acho nada, não penso nada, não quero mais saber de nada. Eu me abandonei em você.”
Quarta-feira, Outubro 03, 2007
meu nome é ansiedade
estou muitíssimo ansiosa para ver o filme Blindness. por vários motivos. descrevo aqui apenas
- adorei o livro do Saramago "Ensaio Sobre a Cegueira" (fiz a família toda ler)
- estou acompanhando o blog do diretor Fernando Meireles e amando
Segunda-feira, Outubro 01, 2007
Convergence 1.0
sexta-feira passada fui assistir o espetáculo Convergence 1.0 no Sesc Santana com o marido e a Carol... Adorei! :o)
O show, que faz parte do novo circo francês e já foi aplaudido em diversos países, joga com a realidade combinando técnicas tradicionais e novas tecnologias circenses, transitando entre a poesia, a ilusão cósmica e a frieza matemática. Convergence 1.0 mostra que o desaparecimento das bolas abre espaço para um novo gestual e a outros ritmos. Um espetáculo único que mistura malabarismo, projetos computadorizados e música executada ao vivo, em um evento que desafia a gravidade.
amanhã já é terça
segundona braba. quase perdi o fretado. clientes 'maleducados', celular apitando o dia inteiro, salada e pouco arroz com feijão.
mas, ainda bem que a Zelê voltou das férias, a Mille me ligou no final do dia e ele acabou de chegar pra fazer uma sopinha pra gente. amo-amo-amo.
minha sala está cheia de flores!